É para pensar: O perigo de terceirizar a criação dos nossos filhos

Babá leva crianças para um clube na zona oeste de SP
Babá leva crianças para um clube na zona oeste de SP

POR GIOVANNA BALOGH

A mãe desce do carro mexe no celular enquanto o pai pega algo no porta-malas. O bebê, chorando no carrinho na calçada, é balançado insistentemente pela moça toda vestida de branco. Em nenhum momento os pais pegam o filho no colo ou chegam mais perto dele para ver o que ocorre. Por incrível que pareça, a mãe não estava ocupada naquele momento, nem ele. Era um fim de semana e todos estavam a caminho de um restaurante.

A cena descrita acima mostra uma clara terceirização da criação de uma criança. Mãe e pai não se preocuparam em nenhum momento em acalentar o filho. E a terceirização seguiu durante o almoço…a babá deu comida, distraiu a criança e saiu para trocá-la enquanto o casal almoçou e conversou sem interrupções apesar de haver um bebê na mesa.

Todo mundo sabe que a mulher moderna ao trabalhar fora e cuidar da casa e dos filhos muitas vezes precisa de ajuda, seja de uma empregada doméstica ou de uma babá ou ainda da avó da criança. Cada um estrutura sua vida de acordo com a sua rotina e com as suas necessidades, ou seja, tem gente que opta em cuidar de tudo sozinho e outros que preferem um ‘help’. Mas, até que ponto essa mãozinha extra pode ou não ser saudável?

O que vemos com muita frequência é mãe com os filhos e a babá até em momentos de lazer, como no parque ou no shopping, quando os cuidados daquela criança ficam apenas no entorno da mulher de branco. A mãe mesmo estando ‘presente’ naquele espaço físico dá mais atenção às compras, por exemplo, do que saciar o interesse ou necessidade do filho. “Fulana, a escova de dentes dele está boa?”, disse uma mãe a uma babá outro dia em uma perfumaria. Ou seja, essa mãe não escova os dentes do filho? Nem uma vez por dia para saber se a escova está ou não mastigada?

O psicólogo e terapeuta familiar, Alexandre Coimbra Amaral, diz que o objetivo não é condenar quem contrata uma babá, que cuida com carinho e afeto dos nossos filhos. Ele alerta, no entanto, que precisamos de cautela para não entregar a elas o cuidado e o lugar de referência. “É uma perda considerável para a criança e para os pais, porque eles deixam de viver a beleza que poderiam viver com o filho e às vezes nem tinham conhecimento. Os filhos deixam de tê-los como esteio, e isso constrói socialmente uma lacuna que é importante, embora eles não estejam descuidados necessariamente. Eles vão olhar para os lados, ver outros pais que sim, cuidam, e pensarão: “os meus não estão tão do meu lado assim”. Isto é uma fonte de sofrimento, quando chega à consciência”.

MOMENTOS DE LAZER

O psicólogo diz que as horas de lazer são momentos de construir “pequenos e sucessivos rituais de conexão com nossos filhos”, ou seja, é nesse momento que eles conhecerão melhor quem somos (seus pais) e nós teremos acesso às suas crenças e como estão construindo a sua visão de mundo. “Isto é de uma riqueza insubstituível”.

Amaral diz que se a babá fizer apenas os cuidados básicos não há problema algum. O que deve ser evitado é a babá funcionar como figura central de apego, ou seja, o adulto de referência emocional que dá sustentação psíquica para a criança construir sua exploração do mundo. “O problema é que queremos tudo: queremos ter filhos, continuar com nossas vidas cheias de compromissos, mas não temos a capacidade de suportar que nossos filhos se estruturem mais na confiança de outro adulto do que de nós. Sofremos quando não somos estas figuras de referência”.

O problema, portanto, é a transformação do cuidador terceirizado em figura de referência, figura central de apego. “A intimidade com a criança constrói naturalmente esta conexão, a criança passa a confiar e precisar da presença daquele adulto que, em frequência e excelência de cuidado, está do lado dela. Se os pais estão mais fora do que dentro do seu cotidiano, a criança vai construir esta ligação com um terceiro, necessariamente”.

MOMENTOS DE INTIMIDADE

Uma mãe pode trabalhar fora e ainda sim cuidar/criar muito bem de seu filho desde que compartilhe com ele momentos de intimidade e entrega, ou seja, chega do trabalho e brinca com ele, dá banho, jantar e o coloca para dormir. “A mãe que contrata babá de fim de semana, babá noturna, enfim, não está na linha de frente do cuidado do filho que fica desnutrido afetivamente, ou seja, há a terceirização da criação”, comenta o psicólogo.

Amaral diz que é preciso achar uma forma de equilibrar a soma entre trabalho, lazer, vida privada dos pais e não obstruir a disponibilidade mínima de tempo e energia que um bebê precisa, principalmente, nos dois primeiros anos de vida (fase de simbiose),  quando a formação do vínculo com ele é crucial para o bom desenvolvimento. Ou seja, cada pai, cada mãe vai encontrar – mesmo aos trancos e barrancos – o seu ponto de equilíbrio. “Ser mãe e pai dá trabalho, exige tempo, esforço, mudanças internas, reorganização da vida, das metas, da rotina, das prioridades. Exige muitas metamorfoses, que são inclusive o que a gente trabalha com as mulheres puérperas, que começam a sacar isso logo que estão naqueles duríssimos primeiros meses, pós-nascimento do filho, acostumando-se às novas rotinas e sobretudo à nova identidade”.

O psicólogo conta que a mãe que trabalha fora não precisa terceirizar, mas compartilhar o cuidado por algumas horas seja com a babá, com as professoras da escola ou com a avó da criança. “Se tomamos o provérbio africano “it takes a village to raise a child” [é preciso uma vila para criar uma criança], na formação da ‘vila’ os pais se responsabilizam qualitativa e quantitativamente pelo cuidado dos filhos, ou seja, não delegam para terceiros, mas contam com a ajuda de outros adultos”, afirma Amaral. “Terceirizar é repassar a responsabilidade, é alienar-se da função em sua grande parte. Compartilhar é outra coisa. Compartilhar o cuidado é reconhecer que se necessita de uma vila para se criar uma criança”.

O terapeuta diz que muitas vezes quando coloca em uma sala de terapia os pais e os “cuidadores terceirizados” para conversar sobre a criança. “O resultado em muitos momentos é constrangedor para os pais, porque a babá, por exemplo, é quem dá as respostas mais precisas sobre quem é a criança que ela cuida”.Segundo Amaral, isso acontece porque são elas quem convivem mais com a intimidade daquela criança e, portanto, tem acesso às minúcias do que ocorre em suas vidas. “Os pais podem se transformar em figuras distantes, ainda que com um papel marcado como, por exemplo, de mero provedor financeiro”.

DEDICAÇÃO SUFICIENTE?

Amaral diz que quem vai dar sinas de que o tempo dado pelos pais não é suficiente é a própria criança. Ele conta que uma vez presenciou uma garota dizer: “eu tenho tudo o que quero, quando eu quero, menos o que eu quero, que é você, pai”.

Muitas vezes as crianças não vão falar tão diretamente, principalmente as menores, mas vão dar sinais que podem ser desde birras, problemas de convivência com colegas, irmãos, rejeição ou extremo apego à outra figura de cuidado, como a babá. “É o filho quem vai dizer se está bem para ele a quantidade e a qualidade da presença materna ou paterna. Quando ele sente falta, dá algum sinal. Na verdade estão apresentando sintomas para trazerem seus pais de volta”. E seu filho, já deu algum sinal de que algo não vai bem?

Como você reagiria ao receber toda a água que pode economizar em um ano?

No último dia 22 de março, foi celebrado o Dia Mundial da Água com diversas ações para conscientizar as pessoas sobre o desperdício desse precioso bem. A Brastemp e a marca de detergente para lava-louças Finish se juntaram para realizar uma ação inusitada com seus consumidores.

Algumas famílias que haviam comprado lava-louças da marca receberam, junto com a máquina, uma surpresa: 2 caminhões-pipa. Os caminhões representam a quantidade de água que pode ser economizada, em 1 ano, ao substituir a lavagem manual pela máquina lava-louças — até 27 mil litros. No vídeo acima você confere a ação e a reação das pessoas ao receber esse montante de água.

5 coisas para fazer todas as manhãs e ser mais produtivo

O jeito como você encara as primeiras horas do dia pode influenciar seus níveis de stress e produtividade no trabalho; veja como lidar com isso

Talita Abrantes, na Exame

O sucesso do seu expediente começa muito antes da hora que você bate o ponto ou passa o crachá no escritório.

A maneira como você encara o período que se estende entre o primeiro abrir de olhos até o momento em que chega ao trabalho pode ser determinante para a toada que o resto do seu dia seguirá.

Não é por acaso que Chieko Aoki, CEO da Blue Tree Hotels, e Ernesto Haberkorn, fundador da TOTVS, dedicam uma atenção especial às manhãs.

Para ambos, as primeiras horas do dia se revelaram como momentos preciosos para que eles conseguissem fazer a rotina caber na agenda, como revelaram recentemente para EXAME.com.

Este é o mote do livro “What the most successful people do before breakfast” (O que as pessoas mais bem sucedidas fazem antes do café da manhã, em uma tradução livre), lançado em 2012.

Nele, a autora Laura Vanderkan elenca argumentos que provam que a chave para conseguir o que quer está na maneira como você lida com as primeiras horas do dia. ”Este é o tempo que você pode ter para você mesmo, antes da prioridade das outras pessoas”, disse para o Business Insider.

Com isso em mente, elaboramos um guia para seguir todas as manhãs e que pode garantir produtividade, além de leveza, nas horas que estão por vir. Confira.

1 Tire o peso

Antes qualquer coisa, calibre seus primeiros pensamentos. Em outros termos, pare de encarar o início de um novo dia com tanta ansiedade, medo e frustração. “Acordar cedo é acordar cedo, não é melhor, nem pior. É só acordar”, afirma Eduardo Shinyashiki, consultor de carreira.

Esforce-se, portanto, para apreciar o que está a sua volta – do sol que entra pela janela até a água que escorre pelo corpo durante o banho.

“Em vez de alimentar a rotina de levantar com pressa, dedique 15 minutos para sentar e olhar as pessoas que dividem a vida com você”, sugere o especialista. E, como ele aconselha, faça de cada manhã uma celebração.

2 Faça uma atividade física 

Uma medida para começar o expediente já prevenido contra o stress é investir em atividade física. “Você deixa o stress na academia, na pista ou na praia”, diz Fernando Camilo, sócio da Kaminarh Consulting, que mora no Rio de Janeiro.

“O exercício aeróbico oxigena o cérebro e diminui o cortisol no sangue”, descreve Luis Fernando Garcia, autor do livro “O cérebro de alta performance” (Editora Gente).

Quando combinada com uma boa noite de sono, a prática de exercícios faz toda a diferença na produtividade, segundo o especialista.

3 Alimente-se

Para encarar o dia, é preciso de energia. Ou seja, café da manhã é indispensável. Afinal, como já diziam sua avó ou mãe, “saco vazio não para em pé”, brinca Garcia. Um cardápio rico em frutas e cereais pode ser uma boa pedida.

4 Coloque coordenadas no dia

Aclamada por especialistas de gestão do tempo, a “ingênua” lista de tarefas do dia é uma “poderosa” ferramenta da neurociência para que seu cérebro não surte no meio do expediente.

“O ser humano não funciona se não visualizar uma saída”, afirma Garcia. “Quando você materializa no papel tudo o que precisa fazer, em vez de circuitos desencontrados, você reduz a ansiedade”.

Em outros termos, a lista de tarefas cumpre o mesmo papel de um mapa recheado de coordenadas para que seu cérebro encontre foco para as horas que estão por vir.

“Quando você sistematiza o dia, o cérebro cria um caminho para como o dia vai funcionar”, diz o especialista.

Não é preciso muito para traçar este roteiro. Liste as atividades que devem ser feitas no dia usando verbos de ação no infinitivo e coloque um parâmetro de tempo para cada atividade. Por exemplo, fazer 10 ligações em 45 minutos.

Depois, eleja uma ou duas tarefas que “farão seu dia” caso as concretize. “Quando a gente conclui uma coisa importante, temos uma leve sensação de satisfação”, afirma Garcia.

Cuidado para não enumerar tudo – ou cair na tentação de fazer de todas as tarefas uma prioridade. Do contrário, seu mapa do dia pode desembocar em mais ansiedade e frustração.

5 Adiante os ponteiros 

Agora, se você, de fato, quer começar a labuta com o pé direito, trate de rumar para o trabalho alguns minutos mais cedo. “Deus ajuda quem cedo madruga”, brinca Fernando. “Se você sai com antecedência, já sai tranquilo”.

Lembre-se: “Trabalho não deve ser agonia. Deve ser satisfação, um local de realizações”, diz o especialista.

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