ORAÇÃO DA SUBMISSÃO (TRADUÇÃO)

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“Quando tu quiseste me conduzir,
eu tomei o controle da minha vida.
Quando tu quiseste me governar,
eu me dirigi a mim mesmo.
Quando tu quiseste cuidar de mim,
eu me bastei a mim mesmo.
Quando eu devia depender de tuas provisões,
eu me abasteci de mim mesmo.
Quando eu devia me submeter à tua providência,
eu segui o meu desejo.
Quando eu devia estudar, amar, honrar e confiar em ti, eu trabalhei para mim mesmo:
falhando e corrigindo as tuas leis
para concordarem comigo,
em lugar da tua, busquei a aprovação dos homens.
Eu sou por natureza um idólatra .
Senhor, meu maior desejo é levar meu coração
de volta a ti.
Convença-me que não posso ser meu próprio deus
ou me fazer feliz a mim mesmo,
nem ser meu próprio Cristo
para restaurar minha alegria,
nem ser meu próprio Espírito para me ensinar,
me conduzir e me dirigir.
Ajuda-me a ver que a tua graça
age por meio da aflição providencial,
para que, quando meu dinheiro for deus,
tu me jogues para baixo,
para que, quando meus bens forem meus ídolos,
tu os faças voar para longe,
para que, quando o prazer for tudo para mim,
tudo o tornes amargo.
Afasta-me do erro do olhar, da curiosidade do ouvido,
da avareza do apetite e da luxúria do coração.
Mostre-me que nada destas coisas
pode curar uma consciência ferida,
sustentar um esqueleto cambaleante,
segurar um espírito desviante.
Então, leva-me para a cruz e me deixe lá”.

(Texto puritano anônimo do século 17, sob o título “Man a Nothing” [O homem não é nada] – Tradução de Israel Belo de Azevedo).

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