Globo pode desistir de mocinha evangélica

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Por Keila Jimenez, na Folha de S. Paulo

Fazer sucesso tem o seu preço. Que o diga Valdirene, personagem de Tatá Werneck que virou hit em “Amor à Vida”, novela das 21h da Globo. A “piradinha” mais querida do folhetim de Walcyr Carrasco deve ter a história original modificada só para atender à demanda do público.

Antes mesmo de Tatá ser escalada para o papel, Valdirene já era a grande aposta do autor, que criou a personagem para ser uma amalucada que sofreria uma grande reviravolta e se transformaria em uma cantora gospel de enorme sucesso.

Seria ela então a primeira mocinha evangélica de uma novela das 21h da Globo se o tom de comédia de Valdirene não tivesse dado tão certo.

Pesquisas de opinião e dados de audiência mostram que as cenas de humor da personagem são as preferidas pelo público da novela. Com isso, a parte dramática de Valdirene, a busca pela nova religião, pode ser engavetada de vez.

A Folha apurou que tanto a Globo como o autor da trama cogitam esquecer essa história de cantora gospel, mocinha evangélica, para apostar mais no deboche de Valdirene e sua mãe, Márcia (Elizabeth Savalla).

Uma das ideias é que elas fiquem ricas de fato na trama, mas sem perder toda a falta de noção da dupla, o que renderá mais cenas de comédia.

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